Ermelinda Vitória foi um grande nome do fado na primeira metade do século XX. Nasceu em Lisboa, e com apenas 9 anos de idade, começou a cantar o fado com o velho «calafate» de Setúbal. Vem para Lisboa, e começa a cantar o fado ao lado de nomes tais como: Jorge «Gadeireiro»; Júlio «Janota»; António Rosa; Armando Barata e outros, nos mais conhecidos retiros fadistas da altura e em várias esperas de toiros em Azambuja e Vila Franca de Xira. Cantou em quase todos os teatros da província, e foi uma das primeiras cantadeiras a ingressar no profissionalismo, em 1928, começando então a cantar em várias cervejarias de Lisboa onde se realizavam sessões de fado, especialmente na antiga «Jansen», e nos Teatros Ginásio, S. Luís, Maria Vitória, Apolo, Trindade, Capitólio e Solar da Alegria. Ermelinda Vitória gravou 7 discos que obtiveram grande êxito, tomou parte em centenas de festas de beneficência e, cantou nos postos emissores da Rádio Luso e Rádio Peninsular. Do seu vasto reportório, sempre predominou o fado castiço.
Arminda Vidal também fez cinema, embora sempre em pequenos papéis: «Um Homem do Ribatejo» em 1946, «Aqui Portugal» em 1947, «Serra Brava» em 1948 e finalmente a filmagem da revista «Agora é que são Elas» em 1954. Embora tivesse apreciado bastante a sua passagem pelos «plateaus» de cinema, não era o cinema que a fascinava. Fez bastante sucesso na rádio, onde cantou na «Emissora Nacional» por várias vezes e ainda participou regularmente nas emissões de «O Comboio das Seis e Meia», programa radiofónico de grande sucesso na altura que era gravado às quintas e domingos no teatro Politeama. Viajou regularmente aos Açores, onde era bastante estimada. Um grande nome da canção portuguesa nas décadas de quarenta e cinquenta.
Arminda Vidal estreou-se no Teatro com apenas 11 anos de idade, ao lado de nomes consagrados do Teatro de Revista como Hermínia Silva, Zulmira Miranda e Zita Trindade na peça «Miss Lisboa» no antigo Teatro Apolo. Com 11 anos apenas, conquistava assim rapidamente o publico com a sua voz quente e graciosa. Todos começavam a reparar e a aplaudir enquanto aquela jovenzinha cantava o seu reportório de fados e canções. Entre as várias operetas, revistas e peças em que entrou, destacam-se: «Ultima Maravilha»; «Fim do Mundo»; «Minha Terra»; «Pupilas do Sr. Reitor»; «Festa Rija»; «Banhos de Sol»; «Canções Unidas»; «Agora é Que São Elas», e muitas outras.
Manuel Martins Tristão da Silva nasceu em Lisboa na Penha de França, em 17 de Julho de 1927.
Em 1937 usava o nome artístico Manuel da Silva passando a ser apelidado de “Miúdo do Alto Pina” e aos 10 anos de idade é contratado pelo empresário José Miguel para actuar no Café Mondego, de que este é proprietário, mas devido a ser menor, a Inspecção de Espectáculos só lhe permite actuar aos Domingos às “matinée”.
Adopta finalmente o nome artístico de Tristão da Silva, tendo durante a sua carreira tido imensos êxitos. È raro o poeta que não deseja que ele interprete os seus poemas.
È frequentemente convidado para actuar fora do país, principalmente no Brasil, onde chega a ter um restaurante típico com cozinha portuguesa e com Fados, nunca esquecendo o colorido e o tipicismo da sua Lisboa, onde acabou por regressar.
O seu vasto repertório dividia-se entre o fado e a canção, mas Tristão da Silva, com o seu grande talento deliciava-nos com as suas interpretações, dando-lhe tal “garra” fazendo sobressair a sua alma fadista. Um infeliz acidente levou-o prematuramente.
Dona de uma excelente voz e de uma bela presença física, Fernanda Peres estreou-se em 1952 no filme "Eram 200 Irmãos" ao lado de outros conhecidos actores como Vasco Santana, Rui de Carvalho e Humberto Madeira. Para esse filme estreou dois fados de grande sucesso da autoria de José Galhardo e Frederico Valério "Eu Gosto Dum Marinheiro" e "Eu Gosto De Ti".
A partir de 1956 começou a aparecer nos programas experimentais da RTP transmitidos em directo da Feira Popular.
Fernanda Peres foi uma das mais consagradas fadistas nacionais, muito popular na década de 50 e 60. Nasceu a 13 de Março de 1934 no Bairro Alto, Lisboa.
Começou a cantar desde muito jovem, com apenas 10 anos e ficou conhecida como a Miúda do Bairro Alto.
Aos 17 anos venceu o Concurso Nacional das Jovens Fadistas da Emissora Nacional que de imediato a contratou.
De 1951 em diante, Alberto Ribeiro quase exclusivamente se dedicou à sua carreira no Brasil, onde passou a maior parte do tempo, até porque, entretanto, se dedicou a uma vida comercial e adquiriu vários imóveis, que lhe absorveram grande parte do tempo. Em 1958 é produtor associado do filme «O Homem do Dia». No seu regresso definitivo a Portugal, no inicio dos anos sessenta, Alberto Ribeiro reaparece nos palcos do Parque Mayer, na opereta «Nazaré», ao lado de Deolinda Rodrigues e Mimi Gaspar. O reaparecimento de Alberto Ribeiro é um sucesso. Volta a fazer várias digressões por vários países, regressando a Portugal, justamente no momento em que começavam as filmagens do filme «Canção da Saudade», um filme de características musicais, e onde não podia faltar o então nosso mais representativo cantor. Neste filme de Henrique de Campos, uma co-produção com Espanha, Alberto Ribeiro surge na versão portuguesa, cantando o «Fado Hilário», enquanto que na versão espanhola surgia cantando o fado «Coimbra». De repente, no auge de sua popularidade e prestígio, sem qualquer explicação, abandona a vida artística, não mais voltando aparecer em público. Morre em 2000, longe da ribalta e do público que sempre o admirou.
Depois de 8 meses de permanência no Brasil, Alberto Ribeiro regressa a Portugal, onde é convidado por Henrique de Campos para protagonizar a sua próxima película: «Cantiga da Rua». Neste filme, Alberto Ribeiro actua ao lado da estreante Deolinda Rodrigues e o filme é um autêntico sucesso de bilheteira. Aliás, devido ao enorme êxito do filme, foi realizada uma opereta com o mesmo título, e os mesmos intérpretes, estreada a 9 de Abril de 1950, no teatro Maria Vitória. A partir daí, a sua carreira não mais parou de alcançar sucessos. Viajou ao México, Estados Unidos, várias vezes ao Brasil, Venezuela, as nossas antigas províncias de Angola e Moçambique. Aliás é nessa altura, em que forma um agrupamento artístico para ir às nossas antigas províncias, que contrata uma jovem actriz espanhola, Elita Martos, por quem se apaixonaria e acabaria por casar. Em 1953 regressa às telas de cinema com o filme «Rosa de Alfama». Mais um sucesso de bilheteira.
CONTINUA…
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